O terreno da rua Batuns é um verdadeiro remanescente de Mata Atlântica em plena cidade de São Paulo. Ele é importante para a conservação de espécies desse tipo de vegetação, encontrada em alguns parque, como o Trianon, além de servir de habitat para pássaros, também nativos, que aparecem no terreno (ver post anterior sobre os pássaros no terreno).
O ambientalista e botânico Ricardo Cardim, que descobriu uma área de cerrado no Jaguaré (o terreno foi tombado recentemente pela prefeitura e transformado em parque), esteve aqui e fez uma descrição do que viu. Segundo ele, 70% das árvores do local são
espécies de Mata Atlântica, dentre as quais ele encontrou:
Uvaia (Eugenia pyriformis), Guaçatonga (Casearia sylvestris), Pau-Pombo ( Tapirira guianensis), Mamica de Porca (Zanthoxylum riedelianum), Canela (Nectandra sp.), Cambuí (Myrciaria sp.), Grumixama (Eugenia brasiliensis), Jerivá (Syagrus Romanzoffiana), Pitangas (Eugenia uniflora), Camboatã (Cupania vernalis), Cedro-rosa (Cedrela fissilis), Jaboticabeiras (Eugenia caulifora), Milho-de-Grilo (Lantana sp.), Tapiá (Alchornea sidiefolia), Palmito Jussara (Euterpe edulis), Jatobá (Hymenaea courbaril), Pau-Viola (Citharexylum myrianthum).
Confira também o link do post que o Ricardo Cardim colocou em seu blog (Árvores e São Paulo) sobre a área.
http://arvoresdesaopaulo.wordpress.com/2010/08/26/construtora-ameaca-mata-atlantica-na-zona-leste/
Forte abraço,
Fernando Salvio
