Viva o Parque

A luta dos moradores para salvar as escassas áreas verdes de São Paulo

Matéria no Diário de São Paulo fevereiro 7, 2012

Segue matéria publicada no Diário de São Paulo

http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/11754/Moradores+brigam+por+area+verde+na+Vila+Ema

31/01/2012 14:15
Moradores brigam por área verde na Vila Ema
Terreno rico em vegetação é de uma construtora, que planeja erguer no local um condomínio residencial
RENATA ASP

Dona do terreno quer construir condomínio residencial no lugar da área verde
Dona do terreno quer construir condomínio residencial no lugar da área verde

Com mais de 17 mil metros quadrados e 477  árvores, o terreno na esquina da Avenida Vila Ema com a Rua Batuns, na Vila Ema, região da Água Rasa, Zona Leste, é objeto de disputa de moradores e uma construtora desde 2010.  Na tentativa de impedir a construção no local de um condomínio residencial de quatro torres, a comunidade criou sites, folhetos, manifestações e até poemas. A esperança é transformar a área  em um parque público.

De acordo com o Movimento Viva o Parque Vila Ema, criado pelos moradores, o terreno deve ser preservado como área verde por ser remanescente da Mata Atlântica. No local, segundo eles, há árvores centenárias, diversas espécies de pássaros e nascentes de água.

Moradora do bairro há mais de 40 anos, Márcia Franco de Godoy conta que a alegria da vizinhança é escutar o canto dos pássaros do local pela manhã. “Não tem preço. Perder esse verde seria triste para todos nós. Só o processo de construção já espantaria os animais que fizeram daqui seu habitat natural”, diz.

Em 2010, a Prefeitura atendeu a reivindicação da comunidade e o terreno foi declarado de utilidade pública para desapropriação, com objetivo de criação de um parque. A desapropriação de fato, ou seja, a compra do terreno pela Prefeitura, ainda não foi realizada.

A Operação Bairro a Bairro do DIÁRIO visitou o local ontem. O terreno é bem cercado, mas trechos do muro estão descuidados e as calçadas esburacadas. A construtora Tecnisa, dona do local desde 2006, parou as obras após o decreto e  mantém vigilantes  na propriedade.

“Nós queremos uma desapropriação de verdade. Estamos confiantes de que nossa indignação será compreendida”, diz Jonas Farias,  um dos líderes do movimento.  “O condomínio vai destruir o pouco de natureza que temos.  O local seria muito bem utilizado por nós”, completa Encarnação Lima, que vive há 53 anos no bairro.

 

O primeiro mapa com a Vila Emma agosto 16, 2010

Filed under: Informações — fernandosalvio @ 16:34
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Primeiro mapa onde aparece a Vila Emma. Clique para ampliar

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Seu Avelino discursa! julho 16, 2010

Ouçam esse discurso desse senhor, desse ancião, no melhor sentido da palavra. Uma pessoa experiente e sabia. Um verdadeiro Mestre!

Obrigado pela Ajuda Avelino!

NESTE SÁBADO TEM MAIS! VENHAM!

Um abraço,

Fernando Salvio

 

Fatos sobre a chácara da Vila Ema julho 13, 2010

Os fatos a seguir podem ser inexatos ou carecem de maior apuração. Vamos à eles.

Agradecimento da população feliz, contente e palhaça

1 – Existia uma casa com pelo menos 50 anos de história, casamentos e memórias no terreno. Resistiu até 2008, mas foi incendiada e demolida recentemente;

2 – O terreno já foi tombado e existiu um projeto de um parque em 1993 para a área, mas foi “destombado” e depois vendido;

3 – A chácara serviu de abrigo para japoneses que tiveram de sair do litoral durante a guerra;

4 – Estiveram estacionadas supostas máquinas usadas na construção de Brasília no fundo do terreno;

5 – Existe palmito plantado na chácara, espécie em extinção;

6 – As árvores do terreno estão marcadas com números, após denúncias dos moradores e incêndios feitos por “drogados”;

7 – Moradores alegam que no dia do incêndio, haviam apenas funcionários da Tecnisa no local. Provavelmente drogados;

8 – A contagem oficial da Tecnisa em declaração para a Folha da Vila Prudente soma 477 árvores;

9 – Uma moradora afirma ter visto a placas com números acima de 500…

10 – Existe uma fonte natural de água cristalina que desagua num bueiro na rua do fundo do terreno. Nesta época as árvores estão secas, sem água, quase morrendo;

11 – A área está a dois quarteirões da SubPrefeitura da Vila Prudente, mas quem é responsável pela área é a Sub da Mooca;

12 – O SubPrefeito da Vila Prudente costuma ouvir e receber moradores e jornalistas, o da Mooca não;

13 – O primeiro projeto apresentado pela Tecnisa teria a entrada e saída de carros pela Av Vila Ema. Mas neste caso eles teriam que destruir muitas árvores, então a Secretaria do Verde vetou e recomendou a saída pela Rua Batuns;

14 – O projeto atual prevê a saída pela rua Batuns, que pela atual lei de zoneamento só permite prédios com até 4 andares, mas no site da Tecnisa e após conversa com um representante via chat, foi confirmado que seriam torres de 30 e poucos andares;

15 – A recomendação da ONU para uma cidade saudável é de 12 metros quadrados de área verde por habitante;

16 –  São Paulo como um todo possui aproximadamente 13 metros quadrados de área verde por habitante;

17 – O grande problema é que existe uma desigualdade na distribuição do verde, sendo que a Vila Prudente tem pífios 0,7 metros quadrados de verde por habitante;

18 – Nesta área estamos em rota de muitos caminhões que vão em direção à Anchieta ou à Dutra através da Salim Farah Maluf e Anhaia Melo;

19 – Este problema se agrava pelo alto número de carros, já que nunca houve transporte de qualidade na região, com pataquadas como Fura-fila, Paulistão, Expresso Tiradentes e agora, não podemos prever, mas segundo especialistas, o Monotrilho não parece o melhor dos mundos.

 

 

Chegamos a 300 assinaturas e alguns depoimentos julho 7, 2010

Todo juntos em uma só corrente!

Chegamos ao número mágico de 300 no abaixo-assinado da internet e nas ruas eu tenho certeza que já temos muito mais, pude ver alguns dos abaixo-assinados completos, com pelo menos 200 assinaturas.

Aproveito para publicar alguns relatos deixados no site do abaixo-assinado.

300 – Marcia Franco de Godoy – Defendo a criaçãrque pois defendo a natureza e esta area a prefeitura se conhecesse bem a história que todos os terrenos em volta são desmembramento de um sitio invernada assim como consta nas escrituras dos mesmos significa pois que as a muitos anos + de 50 anos era um sitio e que as aves que ali estão gralhas, maritacas, corujas, papagaios e inumeros sabiás com certeza não se adaptarão em outro local pois por aqui não tem um local p/ eles sobreviverem se tirarem deles o seu verdadeiro habitat, isso é crime contra a natureza e como a prefeitura aprova isso? Crimes como esse ali ja esta acontecendo pois nós que moramos aqui a muitos anos ja sentimos a falta de pés de jatoba e outros que ja desapareceram ou seja mataram. Assim como as arvores que anos atras chegavam a atravessar a rua p/o outro lado e todas ja foram mortas e o que resta esta sendo ameaçado pela tal construtora.

291 – Paulo Sérgio da Cunha Ramos – Morei em São Paulo por 10 anos e conheço muito bem esse tereno,pois meu cunhado mora no final da rua Batuns,inclusive participei de varios bailes quando esse tereno possuia uma bela residencia.

Residência essa, que foi incendiada e depois demolida…

285 – Sergio Murilo Malpica – Compartilho de toda ação em prol do meio ambiente na região que residimos, que esta sendo “devastada” pela especulação imobiliária sem cirtério de avaliação da comunidade, da saturação do sistema viário, entre outros.

284 – Ricardo Antonio de Lima – Defendo pois apesar de morar no final do Vila Ema, minha mãe tem uma casa na Rua: Manoel Vieira Pinto, ela morou muitos anos neste local. Minha família gosta muito desta area

273 – Daiana Ribas Machado – Amigos, vamos apoiar essa idéia! Precisamos nos unir em prol da fauna e da flora, que apesar de tão importante para nós, está sendo destruída covardemente! Estou à disposição! É uma luta longa, mas serei incasável! Obrigada.

E tem muito mais lá.

Não se esqueçam, neste sábado faremos um ato público em frente ao terreno. Vamos varrer a rua, desenhar e pintar árvores no chão, em vez de bandeiras para a copa.

Um abraço,

Fernando Salvio

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