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Novo Decreto de Utilidade Pública

Boas notícias.

Já temos o processo na prefeitura para um novo Decreto de Utilidade Pública (DUP) para a área do Parque Vila Ema.

Esta é uma antiga promessa do governo Haddad e que esperamos que seja cumprida antes do término da gestão.

Pode-se consultar o processo através do site da prefeitura de SP.

Número do processo: 2016-0.246.711-7

http://simprocservicos.prefeitura.sp.gov.br/Forms/DadosCadastrais.aspx

novo-dup

Explicando o decreto estadual que protege o Parque Vila Ema

Conforme mostramos a algumas postagens, o alvará de construção foi negado para a Tecnisa.

Neste post, vamos detalhar o Decreto Estadual que protege a área.

O Decreto é o n° 30.443, de 20/09/1989.  Clique aqui para ler na íntegra.

Com base em leis federais, eles declaram.

Artigo 1.º – Ficam considerados patrimônio ambiental os exemplares arbóreos classificados e descritos no documento “Vegetação Significativa do Município de São Paulo“, que faz parte integrante do presente decreto, encontrando-se seu exemplar depositado e registrado na Seção de Documentação da Secretaria do Meio Ambiente.

Este documento, citado acima pode ser encontrado neste link:

http://atlasambiental.prefeitura.sp.gov.br/conteudo/cobertura_vegetal/vegetacao_significativa.htm

Nesta carta (36), é possível ver o Parque Vila Ema, classificado como “J”, que na legenda diz: Jardins de residências.

Portanto, está sim o Parque Vila Ema protegido, além da Zepam, do PMMA, por uma Lei Estadual.

Abaixo reportagem da FolhaVP, a respeito de reunião na prefeitura onde se discutiu esse assunto.


FolhaVP-09-09-2016.png

 

Parque Vila Ema – O incêndio que destruiu as casas

Navegando no site GeoSampa, existem vários dados interessantes para os interessados em geografia. Por exemplo fotos de 2004, em resolução melhor que as do Google Earth.

Nesta foto podemos ver as casas que existiam no terreno antes do incêndio que ocorreu após a compra da Tecnisa.

Parque Vila Ema - OrtoFoto - 2004.png
Parque Vila Ema – 2004 – Foto GeoSampa

Poucos registros, temos do que realmente aconteceu, mas fala-se num incêndio nas casas que datavam de pelo menos uns 50 anos e que pela sua beleza foram usadas durante algum tempo para festas de casamentos.

No site GeoPortal é possível ver fotos de 1958 e lá já é possível ver as casas e a mata.

Parque Vila Ema - 1958.png
Parque Vila Ema – 1958 – Foto Geoportal – É possível ver as casas.

Abaixo o registro do incêndio no Diário Oficial.
Oregon Investimentos é uma empresa do grupo da Tecnisa S/A.
Receberam a pífia multa de 4 mil reais…

2007-09-20 - 08-252.843-8 - Página 82 - D.O. -Oregon poe fogo no barraco
Diário Oficial de São Paulo – 20/09/2007 – Página 82

Acredito que se esse incêndio não tivesse ocorrido, poderíamos ter um belo patrimônio histórico preservado, como foi feito na Subprefeitura da Vila Prudente. Ela funciona em um casarão provavelmente da mesma época e fica a poucos metros do Parque Vila Ema, do outro lado da estação do Monotrilho Oratório. Vale a pena conhecer também.

Subprefeitura_de_Vila_Prudente.JPG
Casarão onde funciona a Subprefeitura de Vila Prudente

Trabalho acadêmico sobre o Parque Vila Ema

Em 2014, a estudante Jaqueline Horvath nos procurou pois estava interessada em fazer o seu trabalho de conclusão do curso de Arquitetura com o tema:  Parque Vila Ema.

No ano passado, ela nos apresentou o seu projeto, agora já terminado o curso.

E o que podemos ver é um projeto muito bonito e tecnicamente muito bem feito que poderia ser o parque! Fica a dica prefeitura.

As imagens são grandes, clicando nelas, é possível conferir o pdf de cada página.

parque vila ema 01_l

Através dessa primeira página, nos foi possível saber que existe sim um afluente do córrego da Mooca (este que fica embaixo da Av. Anhaia Melo) que passa por baixo do terreno parque. Inclusive o trabalho propõe a abertura desse afluente, criando paisagismo e mais vida. Essa é uma decisão que também já ouvimos do poder público, através da Secretaria do Verde, de que hoje, os rios voltam a ter a importância devida e nos casos onde é possível, devemos sim, traze-los a tona e restaura-los. Outros coletivos também tem trabalhado nesse sentido, como o Rios e Ruas.

parque vila ema 02_l.jpg

Nesta página podemos ver alguns cortes do projeto, assim como uma visão geral dos equipamentos propostos para o projeto.

O texto dessa imagem está abaixo:

“Como sabemos os recursos naturais são finitos e preservar a menor área verde existente é muito importante, assim como rearborizar as ruas da cidade, recuperar áreas  contaminadas e implantar novos parques em áreas  subutilizadas, para assim a natureza conseguir se recuperar de todos os estragos que as cidades causam.
O principal objetivo do parque urbano atual preservar a vegetação dentro das cidades e com isso melhorar a qualidade de vida, fazer com que as pessoas se integrem com a natureza e cidade no cotidiano.

Outro objetivo é trazer a população para o lazer longe das telas dos computadores e  celulares, fazendo com que a pessoa trabalhe corpo e mente num ambiente natural.
O Parque da Vila Ema tem por objetivo preservar a vegetação existente, (já que esta é a ultima área verde existente no bairro da Vila Ema e com vegetação da Mata Atlântica), e dar aos moradores um local de lazer. Os moradores locais fundaram um grupo, Amigos do Parque da Vila Ema, que defende a proposta de usufruir do espaço e preservar a vegetação local.

O conceito do projeto, atendendo demandas dos moradores locais é: preservar as árvores existentes, promover o bem estar da população, consolidar um espaço público conectando-o com seu entorno,preservando a densa mata existente e e a permeabilidade do solo, criando espaços de lazer, esporte, contemplação e eco-revelação de um córrego escondido que atravessa a área. A topografia local pouco acentuada, com de 5%, onde foi possível implantar diversos usos em todo o terreno sem utilizar muita movimentação de terra.

O projeto apresentado possui as seguintes características: dois eixos principais de circulação e acesso (norte/sul e oeste/leste), a quadra poliesportiva, praça do skate, churrasqueiras, palco e playground foram pensados para se conectar e manter a maior parte do movimento em um mesmo local, mantendo as demais áreas para descanso ou contemplação. O projeto da praça foi concebido para conectar os fluxos entre o parque e monotrilho.
Para viabilizar a maior área permeável possível, os pisos internos serão em intertravado drenante e piso de terra e areia (PTA) e para as calçadas em placa de concreto drenante. Além dos acabamentos para auxiliar na drenagem local, as calçadas em torno do projeto foram projetadas com biovaleta, como um canteiro permeável para onde correm as águas das calçadas e da sarjeta.
As construções da administração e churrasqueira são em alvenaria e laje em concreto, e pergolado de madeira e trepadeiras.
A quadra poliesportiva foi projetada para ter uma cobertura leve em treliça espacial metálica em aço e uma cobertura de policarbonato transparente. A espacial foi escolhida para incluir trepadeiras na cobertura.

Os decks (do lago e no solário) e os pergolados foram projetados com madeira Biosintética, que é um material industrializado com a reciclagem de plástico, fibra vegetal cola e corante, esse material é mais leve e não sofre com a umidade.
O playground possui piso emborrachado, por ser mais seguro para as crianças, porém ao centro de um dos equipamentos infantis tem areia para brincar.
O palco e a praça de skate são as em concreto devido a necessidade para seus usos.

A praça na quadra a frente também apresenta piso em intertravado drenante no eixo de ligação do parque com o monotrilho e placa de concreto drenante para os demais pisos e calçadas da praça.
O gradil de fechamento foi projetado para não ser implantado no limite do lote, ou seja, em determinados trechos o gradil recua, dando origem a de entrada, mantendo áreas abertas ao público 24h por dia.”

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Nesta página podemos conferir as diversas espécies de árvores que complementariam as já existentes. Interessante a possibilidade de incluir um pomar, coisa que já existe e que por muitos anos foi usufruído pelos moradores e visitantes do local. Também vale lembrar as espécies que fariam papel de limpeza das águas, como o Papiro e outras, tendo aí mais uma função, devolver a água ainda mais limpa ao córrego do Mooca.

parque vila ema 04_l.jpg

Finalmente, algumas imagens em 3D de vários ângulos para uma visão geral da proposta.

Junto a estas imagens, também tem uma maquete como vemos abaixo.

E o link para o pdf da Monografia:

https://vivaoparque.files.wordpress.com/2016/07/pq-vila-ema_jaqueline-horvath_l.pdf

Imagens:

https://vivaoparque.files.wordpress.com/2016/07/parque-vila-ema-01.pdf
https://vivaoparque.files.wordpress.com/2016/07/parque-vila-ema-02.pdf
https://vivaoparque.files.wordpress.com/2016/07/parque-vila-ema-03.pdf
https://vivaoparque.files.wordpress.com/2016/07/parque-vila-ema-04.pdf

Fica o agradecimento do Movimento ao trabalho da Jaqueline e que esta tenha muito sucesso como arquiteta.

Primeiras enchentes de 2016

 

Enchente em frente ao terreno que pleiteamos o Parque Vila Ema.

Será uma boa idéia derrubar as árvores para construir prédios nessa região? Tecnisa e Prefeitura de SP que respondam…

Estimou-se que uma árvore de médio porte pode tipicamente interceptar 12.795 L de água de chuva por ano (CUFR, 2002). Silva et al. (2007) citados por Aguirre Junior e Lima (2007) relataram que algumas espécies de maior porte usadas na arborização urbana, como a sibipiruna e a tipuana, podem reter até 60% da água nas duas primeiras horas de chuva, liberando-a aos poucos.

FONTE: Embrapa – http://www.ufscar.br/~hympar/arquivos/EMBRAPA_Documentos89.pdf