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Poema para o Parque Vila Ema

Parque Vila Ema também é cultura! Em 2011, após um dos abraços ao terreno do parque, nosso amigo Osvaldo Higa, poeta da região, escreveu esse poema. Ele está no livro “Alma Peregrina e Sonhadora de um Poeta” do nosso outro colega de movimento, o grande Avelino Toffano.

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AQUELE ABRAÇO

Homenagem ao Parque da Vila Ema
Contribuição de Osvaldo Higa

Perto de espigões crescentes,
resiste um abrigo verdejante
fruto de árvores remanescentes
parte da mata que fora antes
morta por mãos inconsequentes,
testemunhada por caminhantes.

Uvaia, pau-pombo, guaçatonga,
comboatã, cedro-rosa, tapiá,
grumixama, jerivá, pitanga,
pau-viola, palmito, jatobá,
milho-de-grilo, cambuí, canela
e mais pés que vemos da janela.

Na teimosia mata pequenina,
alimentada por oculta nascente,
vivem grilos e formiguinhas,
insetos livres de repelentes.
Minhocas, aranhas e besouros
foram quadros de tesouros.

Periquito, corruíra, rolinha,
coruja, joão-de-barro, gavião,
papagaio, maritaca, coleirinha,
beija-flor, bem-te-vi, falcão,
tico-tico, sanhaçu, mandarim,
quero-quero, anu-preto, chupim.

Tem também sabiá e pardalzinho,
caga-sebo, pomba-rola, urubu,
nas copas constroem seus ninhos
também a andorinha e o anu.
A tudo isso fomos todos abraçar
pra essa flora a fauna preservar.

Um gigante abraço de proteção
para ser nosso esse vital espaço
com jovens e velhos dando as mãos
e dizer não a um grande embaraço.
Lutar por ideais e, sem que se tema,
vamos construir o Parque Vila Ema

AT. 24/05/2011

Um remanescente de Mata Atlântica na Vila Ema

O terreno da rua Batuns é um verdadeiro remanescente de Mata Atlântica em plena cidade de São Paulo. Ele é importante para a conservação de espécies desse tipo de vegetação, encontrada em alguns parque, como o Trianon, além de servir de habitat para pássaros, também nativos, que aparecem no terreno (ver post anterior sobre os pássaros no terreno).

O ambientalista e botânico Ricardo Cardim, que descobriu uma área de cerrado no Jaguaré (o terreno foi tombado recentemente pela prefeitura e transformado em parque), esteve aqui e fez uma descrição do que viu. Segundo ele, 70% das árvores do local são
espécies de Mata Atlântica, dentre as quais ele encontrou:

Uvaia (Eugenia pyriformis), Guaçatonga (Casearia sylvestris), Pau-Pombo ( Tapirira guianensis), Mamica de Porca (Zanthoxylum riedelianum), Canela (Nectandra sp.), Cambuí (Myrciaria sp.), Grumixama (Eugenia brasiliensis), Jerivá (Syagrus Romanzoffiana), Pitangas (Eugenia uniflora), Camboatã (Cupania vernalis), Cedro-rosa (Cedrela fissilis), Jaboticabeiras (Eugenia caulifora), Milho-de-Grilo (Lantana sp.), Tapiá (Alchornea sidiefolia), Palmito Jussara (Euterpe edulis), Jatobá (Hymenaea courbaril), Pau-Viola (Citharexylum myrianthum).

Confira também o link do post que o Ricardo Cardim colocou em seu blog (Árvores e São Paulo) sobre a área.
http://arvoresdesaopaulo.wordpress.com/2010/08/26/construtora-ameaca-mata-atlantica-na-zona-leste/

Forte abraço,

Fernando Salvio

Conheça os pássaros da Vila Ema

João de Barro

Os moradores da Vila Ema estão acostumados a receber a visita de pássaros dos mais diversos tipos e enquanto não tínhamos os grandes prédios que encobrem nossa visão, os pássaros tinham o direito de ir e vir entre as áreas verdes, como o terreno da rua Batuns, o Clube Arthur Friedenreich, o terreno da antiga indústria das Linhas Corrente e as praças e as árvores localizadas dentro ou em frente as casas dos antigos moradores do bairro.

Como morador, eu não tinha idéia da diversidade de pássaros que temos aqui e numa rápida pesquisa com os amigos do entorno do terreno da rua Batuns, entre os quais, o senhor Rolf e o senhor Ari, chegamos a uma lista maior do que eu imaginava de espécies de pássaros.

São elas: Periquito, sabiá, pomba rola (branca), rolinha, papagaio maracanã, anu preto e anu marrom, maritaca, pica-pau cabeça amarela, bem-te-vi, beija flor, joão de barro, gavião, coruja, mandarim, coleirinha, sabia laranjeira, falcão urbano (visto com dois filhotes), corruira, caga sebo, pardal, tico-tico, urubu, quero quero, pomba, fogo apagou, chupim, sabiá poca, sanhaçu, andorinha, gralha, além dos morcegos, que apesar de não serem pássaros, fazem parte da fauna voadora da região.

São quase 30 espécies de pássaros, muitos deles vistos no mesmo terreno da rua Batuns, outros que ficam apenas de passagem e outros que habitam outros locais do bairro.

Nesses links é possível conhecer um pouco mais de alguns desses pássaros:

http://www.xamanismo.com.br/Hector/SubHector1189369065It004

http://www.paginadogaucho.com.br/faun/pass.htm

Forte abraço,

Fernando Salvio

Chegamos a 300 assinaturas e alguns depoimentos

Todo juntos em uma só corrente!

Chegamos ao número mágico de 300 no abaixo-assinado da internet e nas ruas eu tenho certeza que já temos muito mais, pude ver alguns dos abaixo-assinados completos, com pelo menos 200 assinaturas.

Aproveito para publicar alguns relatos deixados no site do abaixo-assinado.

300 – Marcia Franco de Godoy – Defendo a criaçãrque pois defendo a natureza e esta area a prefeitura se conhecesse bem a história que todos os terrenos em volta são desmembramento de um sitio invernada assim como consta nas escrituras dos mesmos significa pois que as a muitos anos + de 50 anos era um sitio e que as aves que ali estão gralhas, maritacas, corujas, papagaios e inumeros sabiás com certeza não se adaptarão em outro local pois por aqui não tem um local p/ eles sobreviverem se tirarem deles o seu verdadeiro habitat, isso é crime contra a natureza e como a prefeitura aprova isso? Crimes como esse ali ja esta acontecendo pois nós que moramos aqui a muitos anos ja sentimos a falta de pés de jatoba e outros que ja desapareceram ou seja mataram. Assim como as arvores que anos atras chegavam a atravessar a rua p/o outro lado e todas ja foram mortas e o que resta esta sendo ameaçado pela tal construtora.

291 – Paulo Sérgio da Cunha Ramos – Morei em São Paulo por 10 anos e conheço muito bem esse tereno,pois meu cunhado mora no final da rua Batuns,inclusive participei de varios bailes quando esse tereno possuia uma bela residencia.

Residência essa, que foi incendiada e depois demolida…

285 – Sergio Murilo Malpica – Compartilho de toda ação em prol do meio ambiente na região que residimos, que esta sendo “devastada” pela especulação imobiliária sem cirtério de avaliação da comunidade, da saturação do sistema viário, entre outros.

284 – Ricardo Antonio de Lima – Defendo pois apesar de morar no final do Vila Ema, minha mãe tem uma casa na Rua: Manoel Vieira Pinto, ela morou muitos anos neste local. Minha família gosta muito desta area

273 – Daiana Ribas Machado – Amigos, vamos apoiar essa idéia! Precisamos nos unir em prol da fauna e da flora, que apesar de tão importante para nós, está sendo destruída covardemente! Estou à disposição! É uma luta longa, mas serei incasável! Obrigada.

E tem muito mais lá.

Não se esqueçam, neste sábado faremos um ato público em frente ao terreno. Vamos varrer a rua, desenhar e pintar árvores no chão, em vez de bandeiras para a copa.

Um abraço,

Fernando Salvio

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Para os fotógrafos de plantão

A prefeitura está fazendo um concurso de fotos das árvores.

Fica a dica para os fotógrafos enviarem seus trabalhos e principalmente para você que conhece as árvores da Rua Batuns, enviar seu material, concorrer e conscientizar a opinião pública.

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/concurso_de_fotografia/index.php?p=18442

Segue a foto que eu tirei hoje com uma família que a Tecnisa pretende desapropriar.

Família SEM TETO
A família que será desapropriada para a construção da TECNISA

Um abraço,

Fernando Salvio

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